ÁGUA NA FONTE VERSUS ÁGUA ENGARRAFADA

 

 Lembram-se dos ensinamentos da Química quanto às Condições de Temperatura e Pressão – CTP – para estabelecer a “ambiência” de uma reação química e que toda reação química busca o equilíbrio, dentro da “ambiência” onde ela se processa?

Pois bem, foi com base nesses ensinamentos que chegamos à seguinte conclusão:

TODA ÁGUA NA FONTE É MINERAL – “ÁGUA VIVA”;

TODA ÁGUA ENVASADA PODE SER POTÁVEL, MAS NÃO É MINERAL – “ÁGUA MORTA”.

Raciocinemos juntos. O Código de Águas Minerais diz, em seu Artigo 1° - “Águas minerais são aquelas provenientes de fontes naturais ou artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.”  (grifo nosso).

Fica claro, ao longo de vários Artigos e Parágrafos do Código de Águas Minerais, que a ação medicamentosa é condição essencial para que uma água seja classificada como água mineral. Lembremo-nos das águas oligominerais, que mesmo sem possuir elementos químicos dignos de nota, são classificadas como “águas minerais” por terem ação medicamentosa...

Partindo deste princípio, estabelecido por Lei, e considerando as CTP anteriormente citadas, entendemos o que vem a ser uma água mineral, em nosso ponto de vista.

É uma água quimicamente desequilibrada, tomando-se como base as condições de temperatura e pressão no interior do aqüífero e na superfície onde a água emerge.

Através dos tempos, a água atinge um “equilíbrio químico” bastante satisfatório, sob as condições de temperatura e pressão reinantes no interior do aqüífero. Quando ela atinge a superfície, a pressão e a temperatura mudam (sem falar nos raios solares) provocando uma rápida retomada das reações químicas em busca do equilíbrio para as condições reinantes no novo ambiente. A água então se torna reativa. Quimicamente falando: “viva”.

Portanto, quando a água emerge em uma nascente mina ou fonte, vinda do interior de um aqüífero, ela é “viva” e vai “morrendo” à medida que o tempo passa. De uma água desequilibrada quimicamente, reativa ou uma água “viva”, ela vai se transformando em uma água equilibrada quimicamente, não reativa, ou seja, uma água que está “morrendo”.

Não nos esqueçamos que, aproximadamente 20 horas após a surgência, a radioatividade de uma “água radioativa na fonte” é zero...

Desse modo, as águas “vivas” seriam “medicamentosas” ou minerais e as águas “mortas” apenas boas para a hidratação dos seres vivos, desde que não estejam poluídas.

Resumindo: quando ingerimos uma água “viva”, ela entra em nosso organismo reagindo quimicamente em busca do equilíbrio, cedendo ou capturando elementos químicos (inclusive os maléficos “radicais livres”?), em estrita obediência às Leis da Química.

 Podemos então dizer que esta é uma água mineral ou uma água medicamentosa. Melhor ainda – uma água “viva”!

Portanto, em nossa opinião, na “surgência” toda água é água mineral, é água “viva”, é alimento, é vida!

Elas poderão ser diferenciadas entre si em função da composição e teor químico, assim como os alimentos.

Esta, certamente, não é a opinião dos “hidrocidas” que só pensam em engarrafá-las, visando somente lucros e mais lucros. Danem-se as verdadeiras águas minerais (somente na fonte).

Um grande e “vivo” abraço.

“Circuito das Águas, a maior e mais completa Província Hidromineral do Sistema Solar”, 10/04/2007.                                         

 Gabriel T. F. Junqueira